Estamos atolados em políticas assistencialistas justamente pela usurpação de políticos de índoles duvidosas, de atitudes suspeitas e vontade de permanecer eternamente no poder. Lembro que era criança quando essa lei foi aprovada. Muitas pessoas comemoravam a liberdade, o acesso às urnas. A idéia a princípio era frutuosa e jogava uma luz sobre a democracia. Mas, passados 23 anos (três anos depois teríamos a primeira eleição direta para presidente), vemos que foi uma manobra de massa e de acordos para que o curral eleitoral fosse mais numeroso. Mesmo sendo facultativo, o voto do analfabeto tem grande peso na decisão de quem governa o país ou os estados. Somos vítimas de oportunistas da nossa sensação de liberdade e pagamos o preço da escolha de pessoas despreparadas.
Há alguns anos também é facultativo o voto do menor de 16 anos. Deram a eles um dever disfarçado de direito. Como é possível escolher líderes da nação, governadores, prefeitos e não ter o direito de dirigir, por exemplo? Como escolhem os “fazedores” das leis e não são punidos pelas mesmas? Lideram atrocidades, estupram, saqueiam, matam e, vejam só, são chamados de transgressores. Sociedades evoluídas aderiram ao voto facultativo numa clara demonstração de evolução e liberdade de escolha. Estados Unidos, França e Canadá são algumas das sociedades que deixaram nas mãos dos seus povos a escolha de votar ou não justamente por terem uma educação melhor acima de tudo.
Precisamos melhorar a vida dessas pessoas para então oferecer a elas uma participação efetiva no pleito eleitoral e assim deixarmos de nos enganar com essa postura positivista que adotamos dos franceses. Como já sabemos, a educação liberta e com ela dificilmente seríamos enganados com uma carteira, pochete ou bolsa família.
Precisamos melhorar a vida dessas pessoas para então oferecer a elas uma participação efetiva no pleito eleitoral e assim deixarmos de nos enganar com essa postura positivista que adotamos dos franceses. Como já sabemos, a educação liberta e com ela dificilmente seríamos enganados com uma carteira, pochete ou bolsa família.
2 comentários:
Oi Alê, belo texto !
O que mais me incomoda é que, enquanto não houver investimento sério na educação desse país a politicagem correrá solta como sempre ocorreu e as pessoas, os cidadãos carentes de educação votarão, realmente, por um bolsa família qualquer aí, por um par de chinelos, por um prato de comida. O que me deixa mais triste, porém é que o candidao menos votado na última eleição para presidente da República era o que mais falava em investir na educação deste país e deixava claramente o que pretendia com relação à educação e sua importância... Mas tudo bem, não é mesmo ? Quem se importou ? Com o povo continuando burro, continua a corrupção... a impunidade... a violência... o lixo nas ruas... a falta de hospital... o aumento de impostos... E o nosso dinheiro vai parar nas cuecas, na Argentina, na decoração de apartamentos de reitores e em seus carros luxuosos... E o povão vai pra onde ? Não sei, mas que vai num sistema viário precário, vai. Vai ficar quarenta minutos num ponto de ônibus esperando uma condução sem freio, como a ignorância de quem está atrás do volante, ah... isso vai...
Por enquanto é isso.
Beijos da Marcella.
Oi Alê!
Espero que a professora valorize seu texto, que está muito bom. Abraçao. Acacio
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